A magnífica invenção do Telefone




O Telefone, essa maravilhosa invenção que tanto auxílio presta ao homem e que trouxe ao mundo uma grande parcela de progresso, surgiu do espírito laborioso e pertinaz de Alexandre Graham Bell, nascido na Escócia, no ano de 1847. Antes de Graham Bell, porém, alguns estudiosos já se haviam dedicado às pesquisas de várias forças que haveriam de resultar, mais tarde ou mais cedo, na invenção desse maravilhoso aparelho.

Em 1837, um americano, Charley Page, chegou à convicção de que as ondas elétricas podiam transmitir o som; alguns anos depois, um francês, Charles Boseul, afirmava que as palavras podiam ser levadas pela eletricidade; finalmente, em 1860, um alemão, João Felipe Reis, chegou mesmo a construir o telefone tosco. Alexandre Graham Bell é considerado, entretanto, o verdadeiro inventor do telefone.

Menino ainda, em sua cidade natal, Bell sempre mostrou grande aplicação para os estudos. Depois de moço, passou-se para a Alemanha, onde na Universidade de Wurzburgo, tomou o grau de doutor. Passou depois para o Canadá, alcançou em seguida os Estados Unidos, onde se naturalizou norte-americano. Passou a residir em Boston, como professor de surdos-mudos, trabalho este para o qual contava grande experiência, visto por muitos anos ter colaborado com seu pai, Melvill Bell, inventor, por sua vez, de uma linguagem manual para os surdos. 

Durante esses trabalhos, Bell não só assistia como também realizava experiências notáveis sobre a posição dos órgãos vocais na formação dos sons e sobre as qualidades musicais dos sons das vogais. Experimentou, então, descobrir um meio que lhe permitisse a produção elétrica da música. Tentando estudar a transmissão da música elétrica por um fio telegráfico, 

Bell sentiu-se compelido a estudar mais atentamente a telegrafia elétrica e a proceder a várias experiências quo culminaram com a invenção do telefone. Após numerosos ensaios e tentativas, conseguiu, por fim, Graham Bell encontrar a forma definitiva do telefone, exatamente como ele é ainda empregado: as ondas sonoras, partindo da nossa boca, batem num disco, situado no bocal do telefone. Esse disco acha-se ligado a fios metálicos, por onde passa uma corrente elétrica. As ondas sonoras são transmitidas instantaneamente a um outro disco, situado a quilômetros de distância. Aí, este último vibra como o primeiro, repetindo as palavras pronunciadas. O telefone foi inventado em que ano? O novo invento foi apresentado na Exposição de Filadélfia, em 1876, onde causou grande sucesso. 

A invenção do telefone causou, como era de se esperar, entusiasmo mundial e logo o nome de seu inventor conquistou grande celebridade. Em 1880, recebia Bell o Prêmio Volta, concedido pela Academia de Ciências de Paris. Alexandre Graham Bell faleceu no ano de 1922, com a Idade de setenta e cinco anos. O telefone, esse aparelho que nos habituamos a usar todas as vezes que desejamos conversar com pessoas que encontram distantes, seja para resolver um negócio importante, seja para um cumprimento ou apenas uma simples comunicação, representa o sonho de milhares e milhares de seres humanos durante séculos e séculos. 

Representa a história da sua invenção as inúmeras tentativas feitas pelo homem para por em contato pessoas separadas por grandes distâncias, como diz o seu próprio nome, em sua etimologia grega: teles — distância o phonos — som. D. Pedro II, quando da sua visita aos Estados Unidos da América do Norte, em 1876, visitando a Exposição de Filadélfia, após experimentar o aparelho de Graham Bell,disse, entre comovido e maravilhado: “Meus Deus, isto Fala!” O fato teve larga publicidade e o apoio de D. Pedro II ao inventor, acabou por animar aos mais céticos. 

Numa comunicação feita à Real Sociedade de Londres, Bell fez saber que lâminas de ouro, prata, borracha e madeira e um grande número de outras substâncias emitem um som distinto, quando feridas por vibrações luminosas intermitentes. Segundo os italianos, foi Antonio Meucci, nascido em Florença, o inventor do telefone. Meucci emigrou, em 1885 para a América, indo trabalhar em Havana como mecânico. Ali, empregando um megafone para dar ordens aos seus maquinistas, teve a ideia de transmitir a palavra através de corrente elétrica. 

Indo para Nova York, recomeçou seus estudos sobre o problema e acabou por construir um telefone muito rudimentar, composto de um magneto, um carretel e um diafragma, encerrados numa caixa de madeira. Faltavam-lhe, entretanto, os recursos para continuar. Assim mesmo, em setembro de 1871, solicitou registro de patente de invenção, ilustrando a petição com gráficos. Passaram-se, no entanto, cinco anos, sem que Meucci adquirisse meios para liquidar o caso. 

Em fevereiro de 1876, surgiram dois pedidos de patentes de invenção do telefone: um, apresentado por Graham Bell e outro, por Elisha Gray, americano. Ambos os pedidos foram registrados. Meucci, não se conformando, apelou para os tribunais e a demanda prolongou-se indefinidamente, enquanto Bell, nesse meio tempo, fundava, com enormes capitais, a “Bell Company”, que se tomou, em pouco tempo, a mais gigantesca empresa comercial dos Estados Unidos.

Morre Elias Gleizer. Descubra quem foi ele

Elias Gleizer em 'Passione', de 2010, novela em que ele interpretou Diógenes Santarém (Foto: Cedoc/TV Globo)
Elias Gleizer em 'Passione', de 2010, novela em que ele interpretou Diógenes Santarém (Foto: Cedoc/TV Globo)

Ilicz Glejzer (São Paulo, 4 de janeiro de 1934 — Rio de Janeiro, 16 de maio de 2015), mais conhecido como Elias Gleizer, foi um ator brasileiro. Filho de judeus poloneses que fugiram da perseguição na Europa, Elias Gleizer apareceu na TV Tupi, em fim da década de 1950. 

Fez a novela José do Egito, em 1959. Depois engatou uma série enorme de novelas e outros teleteatros, na TV Tupi. Fez nada menos que 25 trabalhos. Seu tipo bonachão, um corpo grande, aliados ao olhar doce, encaixam-se sempre em variados papéis. Dessas 25 novelas, fez Se o Mar Contasse, O Mestiço, Olho Que Amei, A Outra, A Inimiga, A Ré Misteriosa, Os Irmãos Corsos, Presídio de Mulheres, Os Rebeldes, Antônio Maria, Nino, o Italianinho, Simplesmente Maria, A Fábrica, Signo da Esperança, Rosa dos Ventos, Salário Mínimo, Xeque-Mate e O Machão. 

Quando a TV Tupi foi fechada, Elias Gleizer foi para a TV Bandeirantes, onde trabalhou em Dona Santa e Sabor de Mel. No SBT fez Acorrentada e Uma Esperança no Ar. Foi quando ingressou na Rede Globo. E mais uma vez, engatilhou uma série de 25 participações em teledramaturgia. Seu tipo físico e seu jeito de atuar, parece abrirem-lhe os caminhos. 

Jamais se casou nem teve filhos. Morreu por falência circulatória em decorrência de um trauma. Ele sofreu uma queda enquanto descia uma escada rolante e então o quadro se agravou em 16 de maio de 2015.

Fonte: Wikipédia.

A História de como surgiu o Sapato


O primeiro calçado surgiu quando o homem primitivo, para se proteger do frio e das irregularidades do solo em que caminhava, amarrou uma pele de animal aos pés. Os primeiros calçados conhecidos, usados em regiões quentes, eram sandálias feitas com fibras de plantas ou couro.Existem evidências que mostram que a história do sapato começa a partir de 10.000 a.C., ou seja, no final do período paleolítico. 

Pinturas desta época em cavernas na Espanha e no sul da França fazem referência ao calçado. Entre os utensílios de pedra dos homens das cavernas, existem vários que serviam para raspar as peles, o que indica que a arte de curtir é muito antiga. Nos hipogeus egípcios (câmaras subterrâneas usadas para enterros múltiplos), que têm idade entre 6 e 7 mil anos, foram descobertas pinturas que representavam os diversos estados do preparo do couro e dos calçados. Nos países frios o mocassim é o protetor dos pés e nos países mais quentes a sandália ainda é a mais usada. As sandálias dos egípcios eram feitas de palha, papiro ou de fibra de palmeira. Era comum andar descalço e carregar as sandálias usando-as apenas quando necessário. 

Sabe-se que apenas os nobres da época possuíam sandálias. Mesmo um Faraó como Tutancamon usava calçados, como sandálias e sapatos de couro simples, apesar dos enfeites de ouro. Na Mesopotâmia, eram comuns sapatos de couro cru amarrados aos pés por tiras do mesmo material. Os coturnos eram símbolo de alta posição social. Os Gregos chegaram a lançar moda, como a de modelos diferente para pés direito e esquerdo. Em Roma o calçado indicava a classe social. Os cônsules usavam sapato branco, os senadores sapatos marrons presos por quatro fitas pretas de couro atadas a dois nós e o calçado tradicional das legiões, era a bota de cano curto que descobria os dedos. Na idade média tanto homens como mulheres usavam sapatos de couro abertos que tinham uma forma semelhante à das sapatilhas. 

Os homens também usavam botas altas e baixas atadas à frente e ao lado. O material mais corrente era a pele de vaca, mas as botas de qualidade superior eram feitas de pele de cabra. A padronização da numeração é de origem inglesa. O rei Eduardo (1272-1307) foi quem uniformizou as medidas. A primeira referência conhecida da manufatura do calçado na Inglaterra é de 1642 quando Thomas Pendleton forneceu 4.000 pares de sapatos e 600 pares de botas para o exército. As campanhas militares desta época iniciaram um demanda substancial por botas e sapatos. Em meados do século 19 começam a surgir as máquinas para auxiliar na confecção dos calçados, mas só com a máquina de costura o sapato passou a ser mais acessível. Até a metade do século XIX, os dois pés do sapato eram iguais. 

O primeiro par feito com pé direito e pé esquerdo apareceu entre 1801 e 1822, na Filadélfia. O pé, até o século XX, era considerado símbolo de castidade, uma parte do corpo mais tentadora que os seios, por isso devendo ser protegido dos olhares cobiçosos. A partir da quarta década do século XX, grandes mudanças começam a acontecer nas indústrias calçadistas. Como a troca do couro pela borracha e pelos materiais sintéticos. Principalmente nos calçados femininos e infantis. 

Provavelmente os funcionários de Pendleton fizeram os sapatos do início ao fim mas na moderna indústria o processo é quebrado em várias e distintas etapas como : . Modelagem : criação, elaboração e acompanhamento dos modelos no processo de fabricação; . Almoxarifado: recebimento, armazenamento, classificação e controle do couro e demais materiais; . Corte: operação de corte das diferentes peças que compõem o cabedal (parte superior do calçado); . Chanfração: preparação do couro para receber a costura; . Costura: junção das partes que compõem o cabedal. Em muitas empresas esse setor encontra-se subdividido em preparação, chanfração e costura; . Pré-fabricado: fabricação de solas, saltos e palmilhas. 

Muitas empresas não têm esse setor, pois existem fábricas que se especializam na produção desses materiais; . Distribuição: controla o volume da produção, revisa a qualidade dos materiais e os distribui para os setores de montagem e acabamento; . Montagem: conjunto de operações que unem o cabedal ao solado; . Acabamento: operações finais ligadas à apresentação do calçado como escovamento, pintura e limpeza.


Fonte: Jornal Ágape de Cultura Holística

Por que, nas propagandas, os relógios sempre marcam a hora 10h10?




Apaixonado pelas relações do homem com o tempo, o engenheiro eletrônico norte-americano Gordon Uber lançou essa discussão em meio a curadores de museus de relógios e colecionadores e obteve algumas explicações para a tão freqüente marcação de 10h10. Para ele, o costume foi adotado por causa da agradável simetria gerada pelos ponteiros. “Observando os catálogos da empresa Seth Thomas, percebi que houve uma caminhada rumo à simetria, de 1878 a 1940”, comenta. Além da simetria e da aparência agradável, surgiu em sua discussão o fato de os ponteiros em 10h10 formarem um sorriso no relógio – ao passo que a marcação também simétrica de 8h20 mostraria uma boca triste. Finalmente, são muitas as marcas que trazem o logotipo logo acima do ponto central do relógio – neste caso, os ponteiros em 10h10 emolduram a marca, gerando um movimento natural dos olhos das pessoas para ela. 

Quem foi B.B. King?

Em foto de abril de 2006, B.B. King completou 10 mil shows e comemorou em clube de Nova York (Foto: AP Photo/Richard Drew, File)
Foto: AP Photo/Richard Drew, File (NY)


Riley Ben King, mais conhecido como B. B. King, (Itta Bena, Mississippi, 16 de setembro de 1925 – Las Vegas, 14 de maio de 2015) foi um guitarrista de Blues, compositor e cantor estado-unidense. O "B. B." em seu nome significa Blues Boy, seu pseudônimo como moderador na rádio W. Foi considerado ao lado de Eric Clapton e Jimi Hendrix os melhores guitarristas do mundo pela revista norte-americana Rolling Stone.

Ao longo da sua carreira, B.B. King foi distinguido com 15 prémios Grammy, tendo sido o criador de um estilo musical único e que faria dele um dos músicos mais respeitados e influentes de blues, tendo ganho o epíteto de Rei dos Blues. Era apreciado por seus solos, nos quais, ao contrário de muitos guitarristas, preferia usar poucas notas. Certa vez, B.B. King teria dito: "posso fazer uma nota valer por mil".

Riley Ben King nasceu em uma plantação de algodão em 16 de setembro de 1925 em Itta Bena, perto de Indianola, no Mississippi, Estados Unidos. Teve uma infância difícil – aos 9 anos, vivia sozinho e colhia algodão para se sustentar. Começou por tocar, a troco de algumas moedas, na esquina da Second Street. Chegou mesmo a tocar em quatro cidades diferentes aos sábados à noite. No ano de 1947, partia para Memphis, no Tennessee, apenas com sua guitarra e $2,50 dólares.

Como pretendia seguir a carreira musical, a cidade de Memphis, onde se cruzavam todos os músicos importantes do sul dos Estados Unidos, sustentava uma vasta competitiva comunidade musical em que todos os estilos musicais negros eram ouvidos. Nomes como Django Reinhardt, Blind Lemon Jefferson, Lonnie Johnson, Charlie Christian e T-Bone Walker tornaram-se ídolos de B. B. King. "Num sábado à noite ouvi uma guitarra elétrica que não estava a tocar espirituais negros. Era T-Bone interpretando "Stormy Monday" e foi o som mais belo que alguma vez ouvi na minha vida." recorda B. B. King, "Foi o que realmente me levou a querer tocar Blues".

A primeira grande oportunidade da sua carreira surgiu em 1948, quando atuou no programa de rádio de Sonny Boy Williamson, na estação KWEM, de Memphis. Sucederam-se atuações fixas no "Grill" da Sixteenth Avenue e mais tarde um anúncio publicitário de 10 minutos na estação radiofónica WDIA, com uma equipe e direção exclusivamente negra. "King’s Sport", patrocinado por um tônico, tornou-se então tão popular que aumentou o tempo do transmissão e se transformou no "Sepia Swing Club". King precisou de um nome artístico para a rádio. Ele foi apelidado de "Beale Blues Boy", como referência à música "Beale Street Blues", foi abreviado para "Blues Boy King" e eventualmente para B. B. King. Por mera coincidência, o nome de KING já incluía a simples inicial "B", que não correspondia a qualquer abreviatura.

Pouco depois do seu êxito "Three O'Clock Blues", em 1951, B. B. King começou a fazer turnês nacionais sem parar, atingindo uma média de 275 concertos/ano. Só em 1956 B. B. King e a sua banda fizeram 342 concertos! Dos pequenos cafés, teatros de "gueto", salões de dança, clubes de jazz e de rock, grandes hotéis e recintos para concertos sinfônicos aos mais prestigiados recintos nacionais e internacionais, B. B. King depressa se tornou o mais conceituado músico de Blues dos últimos 40 anos, desenvolvendo um dos mais prontamente identificáveis estilos musicais de guitarra, a nível mundial.

O seu estilo foi inspirador para muitos guitarristas de rock. Mike Bloomfield, Albert Collins, Buddy Guy, Freddie King, Jimi Hendrix, Otis Rush, Johnny Winter, Albert King, Eric Clapton, George Harrison e Jeff Beck foram apenas alguns dos que seguiram a sua técnica como modelo. Em 1969, B. B. King foi escolhido para a abertura de 18 concertos dos Rolling Stones. Em 1970 fez uma turnê por Uganda, Nigéria e Libéria, com o patrocínio governamental dos E.U.A.

Começou a participar da maioria dos festivais de Jazz por todo o mundo, incluindo o Newport Jazz Festival e o Kool Jazz Festival New York, e sua presença tornou-se regular no circuito por universidades e colégios. Em 1989 fez uma turnê de três meses pela Austrália, Nova Zelândia, Japão, França, Alemanha Ocidental, Países Baixos e Irlanda, como convidado especial dos U2, participando igualmente no álbum Rattle and Hum, deste grupo, com o tema "When Love Comes to Town".

Em 26 de julho de 1996, aproveitando ter um concerto agendado para Stuttgart, deslocou-se de propósito de avião até à base aérea de Tuzla, para atuar perante tropas da Suécia, Rússia, Bélgica e E.U.A., estacionadas na Bósnia num esforço conjunto de manutenção da paz. No dia seguinte, voou para a base aérea de Kapsjak, para nova atuação junto de tropas norte-americanas. B. B. King confessa: "Foi emocionante atuar para estes homens e mulheres.

Apreciamo-los e queremos que eles saibam que têm o nosso total apoio na sua árdua tarefa de manutenção da paz." B. B. King terminou 1996 com uma turnê pela América Latina, com concertos no México, Brasil, Chile, Argentina, Uruguai e, pela primeira vez, no Peru e Paraguai. O "Rei dos Blues" totalizou mais de 90 países onde atuou. Ao longo dos anos foi agraciado com diversos Grammy Awards: melhor desempenho vocal masculino de Rhythm & Blues, em 1970, com "The Thrill is Gone", melhor gravação étnica ou tradicional, em 1981, com "There Must Be a Better World Somewhere", melhor gravação de Blues tradicionais, em 1983, com "Blues'N Jazz" e em 1985 com "My Guitar Sings the Blues". Em 1970, Indianopola Missisipi Seeds concede-lhe o "Grammy" de melhor capa de álbum. A Gibson Guitar Co. nomeou-o "Embaixador das guitarras Gibson no Mundo".

Faleceu dormindo em sua casa em 14 de maio de 2015.

Fonte: Wikipédia

A história de como surgiram os Óculos?


A referência mais antiga de um objeto semelhante aos óculos nos leva aos textos do filósofo chinês Confúcio, em 5000 anos antes de Cristo. É válido ressaltar que alguns historiadores acreditam que nessa época estes objetos eram usados como forma de identificação social de uma pessoa que apresentava problemas mentais, já outros dizem que os mesmos eram utilizados como objetos de adorno. 

De qualquer forma, uma coisa é unânime: os óculos não tinham grau e não eram usados aos pares, como vemos hoje em dia. Um importante avanço nessa história foi dado no século I, período em que se começou o uso das primeiras lentes corretivas na Roma Antiga. Acredita-se que tenha sido o imperador Nero o grande idealizador deste avanço, pois o mesmo tinha dificuldades em enxergar as lutas dos gladiadores em ambientes muito claros. 

A lente de Nero era de vidro e tinha o fim de dar um maior conforto visual mediante a claridade. Já as lentes destinadas à correção visual para perto eram feitas de pedras semipreciosas, como o berilo e o cristal de rocha. O primeiro par de aros sustentados por rebites da história – um arcaico protótipo dos nossos óculos atuais – foi desenvolvido na Alemanha, em 1270. 

Entretanto, foi um modelo criado posteriormente na cidade de Florença o grande sucesso de vendas e popularidade na época, aspecto que leva muitos a acreditarem que tenham sido os italianos os inventores dos óculos. Entretanto, as peças feitas neste período eram muito desconfortáveis. 

As melhorias nesse sentido foram desenvolvidas somente em épocas posteriores: no século XVII surgiram as hastes que permitem apoiar os óculos sobre as orelhas e a partir do século XX começou-se a fabricação dos plásticos sintéticos, os quais permitiram um grande avanço no quesito conforto e o surgimento de inúmeros tipos de armações, cada vez mais leves e adaptáveis.

Como surgiram os Bancos?

Foto: Divulgação/Ig

Na medida em que ocorreu o surgimento da moeda no período das grandes civilizações, o ato de emprestar, tomar emprestado e guardar dinheiro de outros foi algo quase inevitável. Acredita-se que as primeiras operações bancárias da história tenham sido desenvolvidas na civilização fenícia.

Entretanto, o nome banco foi concebido pelos romanos: significava a mesa em que eram realizadas as trocas de moedas. Com o florescimento do comércio no fim da Idade Média, a função de banqueiro se tornou algo muito comum na Europa. Nas feiras da Europa Central, quando as pessoas chegavam com valores em ouro para trocar com outro produto, era o banqueiro quem fazia a pesagem de moedas, avaliação da autenticidade e qualidade dos metais, em troca de uma comissão. 

Com o passar do tempo, os banqueiros passaram a aceitar depósitos monetários e, em troca, o banco emitia uma espécie de certificado. Todavia, foi após a percepção de que nem sempre as pessoas retiravam tudo o que haviam depositado, ou seja, sempre haveria dinheiro para circular, que surgiu a ideia de conceder empréstimos mediante o pagamento de juros. Esta foi a base para o enriquecimento dos banqueiros, que deixaram de ser simplesmente “cambistas”. 

Contudo, a cobrança de juros era algo de total desaprovação da Igreja, aspecto que explica o porquê da existência de muitos judeus no ramo bancário naquela época. Foram os negócios das famílias de banqueiros que resultaram no surgimento da maioria dos bancos europeus a partir do século XV. 

Com a queda do feudalismo, os banqueiros passaram a receber muitas porções de terras oriundas de dívidas dos senhores feudais, aspecto que os transformaram em uma classe muito poderosa: a burguesia.

Quer saber como surgiu o Elevador?


Desde 1500 a.C. os egípcios já utilizavam arcaicos elevadores para tirar água do rio Nilo, por meio de tração animal e humana. Com o passar do tempo e com a mudança das tecnologias que a Revolução Industrial proporcionou, a tração que movia os elevadores foi sendo substituída pela eletricidade. 

Em 1853, o americano Elis Graves Otis desenvolveu o primeiro elevador de passageiros, porém o grande problema dos antigos elevadores era a lentidão. Para alguém chegar ao oitavo andar de um prédio, por exemplo, eram necessários dois minutos, em média. Atualmente, os elevadores são capazes de atingir altas velocidades, chegando a ser 45 vezes mais rápidos do que isso.

O que é Internet?


Podemos definir internet como um conjunto de computadores interligados que possuem um conjunto de protocolos e serviços em comum. O que muitos não sabem é que a internet, maior sistema de informação e comunicação já criado pelo homem, surgiu por acaso.

Durante a Guerra Fria entre EUA e URSS, tudo valia para garantir a vitória em uma possível e aguardada guerra propriamente dita entre as duas potências da época. Para garantir o sistema de comunicação do serviço militar americano, a empresa ARPA, contratada pelos EUA, desenvolveu um sistema de redes batizado de Arphanet.

A ideia era que este continuasse funcionando mesmo se os EUA estivessem sendo atacados por armas nucleares. Quando terminaram as ameaças soviéticas da Guerra Fria, o sistema criado se tornou inútil a tal ponto que deixou de ser secreto. A partir daí, acabou sendo estendido para várias cidades americanas e universidades, chegando também às casas dos estudantes.

 Através do World Wide Web, o serviço de redes tomou enorme progressão, permitindo incorporar imagens, sons, animações e vídeos em websites. Posteriormente, foi idealizada uma nova localização de arquivos, na qual cada ambiente tem seu endereço, que pode ser acessado de qualquer lugar do mundo a qualquer hora. Atualmente, a internet deixou de ser uma questão de luxo ou um entretenimento a mais, passando a ser algo necessário para a maioria das pessoas.

As gerações e velocidades evoluíram com o passar dos anos, e hoje em dia essa rede é compartilhada tanto via cabos, como via satélite, antenas 2G, 3G, 4G, e algumas partes do mundo já é utilizada a rede 5G. 

A origem do Ar-condicionado


Durante muito tempo o homem pensou em maneiras de amenizar os efeitos do calor. Invenções mais antigas, como ventiladores, abanadores e até mesmo o uso do gelo em larga escala faziam parte dos métodos para se reduzir a temperatura de um ambiente. 

No início da década de 90, em Nova York, a empresa Sackett-Wilhelms Lithography and Publishing viu que seu trabalho ficava prejudicado no verão, pois o calor fazia com que os papéis absorvessem a umidade do ar, tornado as escritas borradas e escuras. Assim, a companhia contratou Willis Carrier, um engenheiro formado na Universidade de Cornell, para desenvolver uma forma de solucionar tal problema. 

Em 1902, Carrier desenvolveu um processo capaz de resfriar o ar, o fazendo circular por dutos resfriados artificialmente, processo também capaz de reduzir a umidade. Este foi o primeiro ar-condicionado contínuo por processo mecânico da história.

A origem da Câmera Fotográfica


Talvez pelo fato de já termos nos acostumado a ter acesso fácil à tecnologia, muitas vezes não enxergamos a real importância das coisas. Você conseguiria imaginar como seria a vida sem a fotografia? Seja para registrar um momento muito especial ou apenas para colocar no Facebook, lá estão as câmeras fotográficas: pequenas, grandes, profissionais ou não, analógicas, digitais, embutidas no celular.

A ideia por trás destas máquinas, ou seja, o conceito da fotografia surgiu por volta de 350 a.C, quando o filósofo grego Aristóteles criou um método de observar os eclipses solares sem prejudicar a visão: a câmara escura. Aristóteles fez um pequeno furo na câmara, no qual a luz passava e formava a imagem em seu interior. Este método foi importante pelo fato de ter sido possível o conhecimento dos princípios óticos.

A câmara escura foi a primeira máquina fotográfica da história, se assim podemos dizer. Com seu aperfeiçoamento, como a criação de lentes, por exemplo, o que proporcionou imagens mais nítidas, surgiu outra necessidade: como fixar as imagens? Thomas Wedgwood deu um importante passo nesse sentido, tendo usado, no início do século XIX, a substância química nitrato de prata para fixar as imagens da câmara escura. Entretanto, este processo durava várias horas.

Outros nomes importantes na história da fotografia foram Louis Jacques Mandé Daguerre, o qual passou a usar o vapor de mercúrio e o tiossulfato de sódio na fixação das imagens, o que reduziu o tempo de revelação para apenas alguns minutos, além do inglês Willian Henry Fox-Talbot, criador de um eficiente mecanismo de fixagem, o qual produzia os famosos “negativos”.

Falando especificamente das câmeras fotográficas, podemos dizer que tais dispositivos surgiram no final do século XIX, por meio de George Eastman, fundador da Kodak Company. Eastman teve a ideia de criar uma longa camada de nitrato de celulose que, a cada foto, era enrolada em uma espécie de carretel. Por um preço de 25 dólares, as câmeras de Eastman ficaram conhecidas por sua simplicidade: bastava que o usuário apertasse o botão e pronto. Tal fato foi importante para a difusão das câmeras fotográficas em todo o século XX.

A origem da Televisão


Não se pode dizer precisamente quem inventou a televisão, pois vários estudiosos contribuíram de uma forma ou de outra para a criação deste eletrônico. Na década de 20, a grande busca dos cientistas era tentar agrupar e transmitir as ondas sonoras, que já haviam conseguido por meio da invenção do rádio, com a imagem em movimento.

Em 1926, o escocês John Logie Baird tentou fazer isso, conseguindo apenas uma imagem muito ruim de uma cabeça humana. De fato, a primeira televisão da história surgiu em janeiro de 1928, em Nova York, por meio do sueco Ernst F. W. Alexanderson, engenheiro da General Eletric.

A primeira transmissão aconteceu para apenas três casas. Após alguns meses, com o aumento da experiência da GE com o sistema, os elementos básicos de uma televisão foram implantados. Os primeiros aparelhos de televisão nada mais eram que rádios com um disco giratório mecânico que produzia uma imagem do tamanho de um selo postal. O primeiro serviço de alta definição foi surgir só na Alemanha, em 1935, na intenção de transmitir as Olimpíadas de Berlim, talvez o primeiro grande evento passado nas telinhas.

 Devido aos avanços tecnológicos e econômicos que o mundo presenciou após a Segunda Guerra Mundial, a televisão ganhou grande popularidade. Até esse momento, toda a imagem era em preto e branco.

A televisão em cores surgiu nos Estados Unidos, em 1954, e era baseada em uma tecnologia que não exigia alterações nos aparelhos antigos em preto e branco para reproduzir as imagens coloridas.

A origem da Calculadora


Se realizar certos cálculos complexos com o auxílio das calculadoras já não é algo tão simples, imagine como seria a vida dos matemáticos e engenheiros sem o dispositivo. Felizmente, os instrumentos de cálculos facilitam a vida do homem desde a Idade Antiga.

Podemos dizer que o ábaco foi a primeira calculadora da história. Este instrumento, criado pelos chineses no século 6 antes de Cristo, dispunha de fios paralelos e arruelas deslizantes que eram capazes de realizar contas de adição e subtração. Embora fosse um instrumento bastante limitado, o ábaco acabou sendo o principal mecanismo de cálculo durante os 24 séculos seguintes.

Em 1642, a calculadora, ou melhor, o ábaco, sofreu uma grande evolução, por meio do francês Blaise Pascal. Filho de um cobrador de impostos, Pascal idealizou uma máquina automática de cálculos para ajudar seu pai em sua profissão. A invenção de Pascal foi importante pelo fato de a mesma realizar os cálculos de forma rápida, algo bem diferente do que se via na utilização do ábaco.

Mesmo assim, a máquina de Pascal também realizava apenas operações de adição e subtração. Foi só em 1671 que o filósofo e matemático alemão Gottfried Wilhelm von Leibniz desenvolveu um mecanismo capaz de realizar as outras operações: a “roda graduada”.

No fim do século XIX e início do século XX, as calculadoras eram objetos de uso bastante restrito. Foi nos anos seguintes, com a criação de máquinas cada vez menores e mais baratas, que a calculadora se transformou no popular instrumento que conhecemos atualmente.

A origem do Tablet


Ao contrário do que se imagina, o tablet não é um dispositivo recente. Sua história se inicia bem antes da criação do famoso iPad, da Apple, mais precisamente no fim do século XIX, época em que o americano Elisha Gray desenvolveu um mecanismo capaz de reproduzir a escrita manual de uma máquina para outra. Tal descoberta foi base não só para a futura criação dos tablets, mas também de vários outros inventos, como os aparelhos de fax, por exemplo. 

Ao longo do século XX, vários computadores portáteis semelhantes aos tablets foram criados. Entre alguns exemplos podemos citar o Dynabook, dispositivo desenvolvido por Alan Kay em 1968 que consistia em uma espécie de caderno digital, ou o Graphics Tablet, gadget criado pela Apple no qual o usuário poderia fazer desenhos com o auxílio de uma caneta stylus e transferir os mesmos para seu computador pessoal. 

Entretanto, pode-se dizer que o primeiro tablet da história, isto é, com a aparência e a forma que conhecemos hoje em dia foi o GRiDpad Pen Computer, criado pela Grid Systems em 1989. O mesmo possuía um processador de 20 MHz e pesava cerca de 2 kg. 

Durante a primeira década do século XXI, com a entrada de grandes empresas no mercado, como Microsoft, Nokia e Apple, os tablets ganharam grande importância no mercado. Diversas experiências não muito bem-sucedidas foram feitas ao longo desta época. Muitos dispositivos fracassaram por dois motivos básicos: o alto preço, maior do que o de um notebook, por exemplo, e a falta de aplicativos. 

Sem dúvidas, o lançamento do iPad em 2010 foi um marco na história dos tablets, pois mostrou ao mundo as inúmeras possibilidades em que tais dispositivos poderiam ser úteis.

Curiosidade sobre o Automóvel


1. O primeiro homem a dar uma volta em uma engenhoca movida a vapor foi o oficial de artilharia francês Nicolas Cugnot. Em 1769, o seu veículo de três rodas alcançou a velocidade de 4 km/h em uma rua de Paris, para - no auge de seu sucesso - colidir com uma árvore, produzindo o primeiro acidente de automóvel. Um ano depois, ele apresentou um novo modelo para o transporte de canhões. Ao dobrar uma esquina, Cugnot causou outro acidente. Desse modo, ele ainda seria o primeiro homem condenado por condução perigosa que acabou na prisão.

 2. A maior parte dos historiadores reconhece dois alemães, Karl Friedrich Benz (1844-1929) e Gottlieb Wilhelm Daimler (1834-1900), como os pioneiros do automóvel. O primeiro carro prático que teve sucesso em uma corrida de teste foi um veículo de três rodas construído por Benz, um engenheiro mecânico, em 1885. Com a aparência de um carrinho de bebê gigante, o carro deu quatro voltas numa pista ao redor de sua fábrica, sob a torcida da esposa de Benz e de seus empregados. Até que uma das correntes se rompeu com um estalo e o carro parou completamente. Naquele mesmo ano, durante uma exposição pública de seu veículo aperfeiçoado, Benz teve seu primeiro acidente: excitado pela velocidade de seu carro, ele colidiu contra um muro de tijolos.

 3. A corrida de teste de Daimler aconteceu alguns meses depois das voltas de Benz ao redor da fábrica - e não teve acidentes. O motor de Daimler finalmente tornou o carro uma realidade. De fato, as duas companhias se fundiram em 1926 para produzir automóveis Mercedes-Benz. O mais curioso, entretanto, é que os dois proprietários nunca se conheceram. 

4. Foi o americano Henry Ford (1863-1947) que construiu o primeiro carro movido a gasolina (1893). Dez anos depois, ele passou a fabricar carros em série na sua fábrica em Detroit, reduzindo seus custos drasticamente e tornando o automóvel um meio de transporte acessível. Os primeiros foram os modelos T, construídos de 1908 a 1927. Esses carros venderam mais de 15 milhões de unidades. "Faço carros de qualquer cor, desde que sejam pretos" dizia ele. Explicação técnica: a tinta preta era mais barata e secava mais rápido.

 5. Henrique Santos Dumont, irmão de Alberto, foi quem trouxe o primeiro autómovel para o Brasil, em 1893, um Daimler a vapor. O primeiro acidente foi causado pelo poeta Olavo Bilac. Ele bateu numa árvore em 1897.

 6. Os cintos de segurança foram utilizados pela primeira vez pelos pilotos que disputaram a corrida Paris-Marseille, na França, em 1896. Mas foi o francês Gustave Désiré Liebau que patenteou, em 1903, o cinto que conhecemos hoje. O médico militar americano Coronel Stapp estava fazendo testes com outro modelo na mesma época. O primeiro carro com cinto de segurança foi lançado em setembro de 1949 pela Nash.

 7. Um carro tcheco construído em 1897 foi o primeiro a aparecer com para-choques. Depois de rodar 15 quilômetros, no entanto, o acessório caiu e não foi mais colocado. Por isso, as honras ficaram com o inglês F.R. Simms, que colocou um para-choque feito de borracha em seu carro, no ano de 1905.

 8. O francês Alfred Faucher inventou, em 1906, o espelho retrovisor. Também são atribuídas a ele a invenção da luz de freio e do pisca-pisca de direção. Os limpadores de para-brisa foram patenteados pela americana Mary Anderson, em 1903. Os operados mecanicamente apareceram em 1916 nos Estados Unidos.

 9. Em maio de 1922, um americano de 18 anos, George Frost, inventou e instalou o primeiro auto-rádio em seu Ford modelo T. A novidade começou a ser fabricada em escala industrial apenas cinco anos depois. Chamavam-se Philco Transitone e eram construídos pela Philadelphia Storage Battery Company.

 10. Você sabe o significado das cores das placas de carros?
 Cinza Automóveis particulares
 Branca Automóveis oficiais
 Vermelha Veículos de aluguel (ônibus, caminhões e lotações)
 Azul Carros em teste de montadoras Com as letras CC, são de consulado
 Verde Carros usados por oficinas e lojas em test drives
 Verde e amarela Veículos de autoridades federais, dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário 
 Preta Modelos antigos originais, em geral de colecionador

Quanto tempo dura um sonho?



Antes acreditava-se que os sonhos aconteciam em frações de segundos, mas hoje sabemos que eles acontecem em tempo real na nossa mente, na mesma velocidade que imaginamos estar vivenciando-os. Um sonho costuma durar de 10 a 40 min. e relaciona-se sempre com nossos medos, preocupações, desejos ou coisas que estão para acontecer. Há pessoas que acreditam não sonhar, mas elas apenas não se recordam com o que sonharam. Para lembrarmos de um sonho, é preciso acordar no momento em que ele acontece. 

Por que sentimos sono após as refeições?

Aquela vontade de dormir após as refeições acontece porque nosso organismo sofre algumas alterações depois que comemos. Uma delas é o aumento das concentrações de glicose no sangue (glicemia), que leva a uma menor atividade de alerta. Temos um centro no sistema nervoso central responsável pela vontade de comer. Essa região fica localizada próxima ao centro que controla o estado de alerta. Assim, depois de consumir alimentos, o aumento da glicemia estimula o sono. Também podemos sentir sono depois de comer muito. Isso porque a informação de saciedade que é levada ao cérebro nos faz perder o estado de alerta. Um terceiro motivo é que o organismo passa por ritmos biológicos que variam durante o dia. No meio do dia (ou hora do almoço) temos um declínio desses ritmos. A dica para não ter tanta vontade de dormir é diminuir o consumo de alimentos que promovam elevada concentração de glicose no sangue (como doces, geleias e mel) e dar preferência a alimentos de baixo índice glicêmico (pães integrais, arroz, feijão e lentilha). 

Por que em algumas noites não sonhamos e em outras não conseguimos lembrar dos sonhos?

"Não existem noites em que não sonhamos", garante o psicólogo Fernando Rocha Nobre. O que é comum acontecer, segundo ele, é a pessoa não se lembrar dos sonhos. E complementa: "podem ser vários os fatores causadores de tal esquecimento: falta de interesse e vontade de lembrar-se dos sonhos, consumo de álcool, despertar rápido e repentino, uso de medicamentos antidepressivos e tranquilizantes ou estresse", detalha.

Por que bocejar é tão contagioso?

Na espécie humana, a imitação é muitas vezes um ato reflexo. O bocejo, por ser um instinto básico e primitivo, acaba se tornando um estímulo para as pessoas que o observam. A resposta do corpo é praticamente automática, de forma similar ao que acontece com o riso em situações de grupo. 

Por que babamos quando dormimos?

Existem dois tipos de deglutição: as voluntárias e as reflexas. A fonoaudióloga Beatriz Vidigal explica que durante a noite ambas trabalham com menor intensidade do que de dia, o que gera um acúmulo maior de saliva. Além disso, a musculatura ao redor da boca fica mais relaxada e, dependendo da posição em que se dorme, é comum ocorrer a compressão da bochecha. Tudo isso pode causar a baba. "Outro fator agravante neste aspecto é a respiração oral, que pode ser corrigida por meio de tratamento otorrinolaringológico", complementa a profissional.